Hístoria
de Porto Murtinho
Após
o final da Guerra com o Paraguai, em 1972, foi formada uma comissão
mista por brasileiros e paraguaios para estabelecer os limites
entre Brasil e Paraguai.
O gaúcho que era balconista de uma venda do proprietário
de nacionalidade Portuguesa, Thomas Laranjeira, que participou
da comissão, teve a oportunidade de conhecer bem a área
e encontrou extensos ervais de mato grosso.
Em 1874, no final do trabalho de demarcação dos
limites entre os dois países, Thomaz Laranjeira trouxe
alguns trabalhadores especializados do Rio Grande do Sul e deu
inicio à exploração do ervais. Também
empregou mão-de-obra Paraguaia por necessidade da demanda
do trabalho.
Em 1882, Thomaz Laranjeiras recebeu a autorização
manuscrito, através do Decreto nº 8,799, de 09/12
do Governo Imperial assinado por Don Pedro II, para explorar a
erva-mate nas terras devolutas que ficavam entre o Mato Grosso
e o Paraguai.
A erva-mate colhida na região tinha o Uruguai e a Argentina
como principais mercados. A atividade era muito lucrativa. Havia,
portanto, um incentivo permanente ao aumento da produção.
Em 1892, a erva-mate passou a ser embarcada num porto construído
pela Companhia Mate Laranjeira – o Porto Murtinho. Mais
tarde surgiu a cidade de mesmo nome. Ponta Porã também
foi outra cidade importante do estado que nasceu das operações
da empresa. O local onde fica a cidade era ponto de parada dos
comboios de carretas que transportavam a erva-mate até
o porto de Concepción, no Paraguai.
Em 1892, Thomaz Laranjeira associou-se a uma tradicional família
de políticos da província, os Murtinhos, e fundou
a Companhia Mate Laranjeira.
Desde o inicio das suas atividades, a companhia Mate Laranjeira
dominou a exploração de erva-mate do sul do estado.
Ela sempre esteve aliada ao governo local, que lhe concedia isenção
de impostos e até de manter uma política privada.
Essa situação de regalia acabou encontrando forte
oposição, estimulando o surgimento do movimento
divisionista, que deu origem aos estados de Mato Grosso e Mato
Grosso do Sul.
A exploração predatória da erva-marte levou
à devastação dos ervais, e a companhia perdeu
o interesse econômico pela região, desviando-o para
a Argentina .
Em 1.892, Antônio Corrêa, superintendente regional
do Banco Rio e Mato Grosso, estabeleceu na Fazenda Três
Barras um porto para o embarque da industria do erva-mate com
destino ao Sul do Brasil. Assim nascia, então, a povoação
de Porto Murtinho. O nome é uma homenagem a Joaquim Murtinho,
presidente do Banco Rio e Mato Grosso. A cidade ficou situada
à margem esquerda do Rio Paraguai, e cerca de 50 km, a
montante do Rio Apa. Foi elevada a distrito pela resolução
225, de 10/04/1900 e o município criado pela Lei 560, de
20/09/1911. No entanto, comemora-se no dia 13 de junho, a data
de instalação do município.
Com economia voltada para a pecuária de corte, o município
conseguiu sobreviver graças
a descoberta do turismo de pesca. Entre o período de 1.979
a 1.982 sofreu duas grandes enchentes e o Ministro do Interior,
Mário Andreazza, chegou a sugerir a transferência
da cidade para 9 km de onde se encontra hoje. Porém a população
não concordou e exigiu providências do Governo Federal.
Na metade da década de 80 e dique que circunda a cidade
foi inaugurado. De lá para cá a cidade ficou praticamente
estagnada, com o turismo de pesca sendo a única fonte de
renda, além da pecuária.
A 2a Companhia de Fronteira, destacamento militar do Exército,
ou Sentinela do Pantanal, como é carinhosamente chamada,
se confunde com a própria história do município.
Fator de segurança nacional, o quartel da 2a Cia. Fron
é parte integrante da cidade e muito.
Tem contribuído para o seu desenvolvimento. Um de seus
principais trabalhos está na área de saúde
pública, participando de campanhas de vacinação
e prevenção.
O Exército mantém dois destacamentos em estratégicos
na fronteira com o Paraguai: o primeiro é na ilha da Republica,
descendo o rio; o segundo na região chamada Barranco Branco.
O maior impulso de desenvolvimento que a cidade teve foi na década
de 70, com a Florestal Brasileira S. A, uma das maiores companhias
de extração de madeira para transformação
no tanino, produto para curtir o couro. Com mais de cinco mil
operários, a indústria manteve-se forte até
1975, quando, então, começou sua derrocada. A direção
bem que tentou, mas o Governo não aprovou empréstimo
e a empresa fechou. Com ela o município enfrentou duas
décadas de isolamento econômico.
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